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quarta-feira, 9 de julho de 2014

A importância da água para o candomblé

Bom dia!
Awré!

Sabemos que a água é um elemento importante para a perpetuação de qualquer espécie. Da água surge a Vida; desde o início dos tempos, onde a ciência explica o aparecimento de seres vivos em poças de água morna até o líquido aminiótico que nos envolve ainda no útero materno.
Em diversas religiões em todo o mundo, a água é de fundamental importância, como por exemplo, no batismo dos cristãos.
Para as religiões afro, a água é um elemento essencial em qualquer ritual. Ainda durante a preparação, usamos a água para a limpeza das roupas, utensílios e dos ambientes; preparamos os alimentos, os banhos.
Águas salgadas ou doces de rios, minas, cachoeiras ou de chuvas tem utilidades diferentes e poderão ainda concentrar vibrações positivas ou negativas.
As águas das quartinhas significam Energia Vital. Utilizamos áagua também junto do jogo de búzios, quando acendemos velas para Orisás, Ori e em todas as obrigações e agrados.
Águas são utilizadas ainda em banhos de purificação e energização. Junto de folhas, ervas, essências, especiarias, águas de cozimento e outros elementos tornam-se banhos poderosos.
Despejar água na terra simboliza a fecundação e a restituição dos elementos da qual ela se alimenta; e por consequência, a terra, fértil, nos devolve em forma de frutos e bençãos.
Quando despachamos a porta, utilizamos água. Dentre nossos objetivos, pretendemos acalmar Esù e lavar o mal da nossa porta, fazendo da água o nosso escudo.
A água é um elemento ligado ao feminino. Òsúm é a divindade do rio que recebe o mesmo nome na Nigéria. Nanã está ligada à terra, à lama e também às águas. Oyá, divindade dos ventos, é também ligada às tempestades e na Nigéria, reina no rio chamado de Odò Oyá. Yemanjá, em terras yorubás reina nos rios Yemonja e Ogum; no Brasil tornou-se a divindade africana mais popular por proteger a pesca e os pescadores. Sua saudação "Odo Iyá" significa "Mãe dos Rios".
O ritual das Águas de Oxalá marca o início do ano litúrgico yorubá. Representa o fim e o começo e é um dos rituais mais respeitados e significativos para as nações Ketu e Nagô.


Banho para atrair prosperidade:
Ingredientes:
6 cravos sem a cabeça
6 pedaços de canela em pau
6 folhas de louro

Modo de fazer:
Ferva um litro de água. Desligue o fogo, acrescente os ingredientes e abafe. Espere esfriar, coe e tome o banho, da cabeça aos pés, preferencialmente numa quinta-feira. Jogue os restos do banho nos pés de uma árvore frondosa.

Asè!

quinta-feira, 26 de junho de 2014

Iji Òpe

O dendezeiro (Elaeis guineensis), também conhecido como coqueiro-de-dendê, dendê, palmeira-de-óleo-africana, aabora, aavora, palma-de-guiné, palma, dendém (em Angola) e palmeira-dendém, é uma palmeira originária da Costa Ocidental da África (Golfo da Guiné).
Seu fruto é conhecido como "dendê" e de sua polpa se obtém o óleo conhecido como "azeite de dendê" ou "óleo de palma". Para os Yorubas, o óleo é chamado de epo pupa.
Da semente é possível extrair-se um outro óleo, mais fino, chamado "óleo de palmiche", conhecido em yorubá por adin.
Foi trazido para o Brasil no século XVII e adaptou-se bem ao clima tropical úmido do litoral baiano.
Nas religiões tradicionais africanas, é uma árvore sagrada de Ifá chamada de Iji òpe ou dendezeiro. De seus frutos obtemos caroços negros que, depois de consagrados, representaraão Orunmilá em seus assentamentos. Podemos usá-los ainda como Ikin, instrumentos para consulta à Ifá.
Os adeptos do candomblé denominam suas folhas mariwô. O azeite de dendê extraído das suas sementes é utilizado largamente na culinária baiana e religiosa.

Foto: internet

Acarajé

Ingredientes:
1 kg e 1/2 de feijão fradinho quebrado (olho de pombo)
4 cebolas batidas no liquidificador com 100 ml de água
500 ml de azeite de dendê
Sal a gosto

Modo de preparo:
Deixe o feijão de molho durante 2 horas, esfregando o feijão para que solte todas as cascas. Troque de água pelo menos 3 vezes para retirar todas as cascas deixando-o bem limpo. Escorra para retirar o excesso de água e passe em um processador ou moinho de cereais transformando-o em uma massa fina.
Em uma bacia, coloque a massa, a cebola batida e o sal. Bata com uma colher de pau até que aumente seu volume e fique com uma consistência leve.
Em uma panela tipo caçarola, coloque o azeite para aquecer. Com auxílio de uma colher de sopa, modele os acarajés e frite até dourar.
Sirva quente, com vatapá, caruru e com molho de pimenta.

quarta-feira, 16 de abril de 2014

Rita Ribeiro e Maria Bethânia, Iansã

Bom dia!
Awré!

"Oyá, a deusa do rio Niger, é representada com um alfange e uma cauda de animal nas mãos, e com um chifre de bufalo na cintura.
Na mitologia yoruba, Xango casou-se com três deusas de rios: Oyá; Osum, deusa do rio Osum e Oba, deusa do rio Oba.
Nas lendas provenientes do candomblé, Iansã foi mulher de Ogum e depois de Xangô.
O nome Iansã é um título que Oyá recebeu de Xangô. Esse título faz referência ao entardecer. Xangô a chamava de Iansã pois dizia que "Oyá era radiante como o entardecer ou como o céu rosado" e é por isso que o rosa é sua cor por excelência. No candomblé também é chamada de Oyá."

Que seus ventos levem os nossos inimigos, a tristeza, a inveja e todos os males para longe de nos! Eparrey!

Asè!